Luiz Geraldo Mazza já participou de uma campanha eleitoral

 

Luiz Geraldo Mazza, jornalista há quase sete décadas, já participou ativamente de apenas uma campanha eleitoral. Foi na eleição de Roberto Requião para a Prefeitura de Curitiba, em 85. Leia trecho da entrevista gravada em outubro de 1997 no Projeto Memória Paranaense original.

 

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  Luiz Geraldo Mazza – Eu sempre traduzi o Requião como a subversão do diagrama. O Requião é um cara que não tem nada a ver com a comunidade… Havia um pouco de loucura, entre aspas – não vamos dar espaço aqui para ele me processar mais uma vez. Essa capacidade de romper com as coisas que estão acomodadas é o que nos empolgava no Requião. Fomos até injustos.
Era uma campanha engajada contra o Lerner, de quem sou amigo, mas moeram o Lerner. Eu lembro que a Martinha Schulman, depois que nós ganhamos a eleição, me ligava de manhã lá para casa e dizia “está satisfeito? Você destruiu o homem”. E eu dizia “mas ele é muito maior do que isso”, mas ela, muito engajada, ficou bronqueada.
Nós realmente fizemos um trabalho para arrebentar com o mito Lerner, mostrando os aspectos negativos de todo esse marketing que tem em cima dele. Mas o Requião foi eleito pelo José Richa, que o carregou nas costas; pelo Fruet, que foi fazer briga corporal nos terminais; pelo Álvaro Dias; por toda aquela estrutura que o PMDB tinha naquela época.
E, para o governo, foi a mesma coisa: nós também brigamos pelo Requião. E, é claro, na sequência, que eu briguei com ele na Prefeitura, porque ele não gosta de opinião contrária. É um talento, é uma pessoa que tem uma capacidade de verbalização extraordinária, mas não dá para monitorar, nem ele se monitora.
Então, esse é o problema: quando a própria pessoa não tem esse autocontrole, não adianta. Como nós vimos nessa última manifestação dele através do programa do PMDB. Houve isso, faz parte da vida de todos nós, a gente não tem ressentimento por isso, eu não considero o Requião um inimigo, mas sim um adversário.   

 

 

 

 

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