O pesquisador de MPB Leon Barg no “Gente que Faz” em 1995

Leon Barg foi um colecionador curitibano que realizou um trabalho fundamental para a preservação e divulgação da antiga música brasileira. Ele ele criou o selo “Revivendo”, com antigas gravações musicais. Seu trabalho era encontrar discos raros brasileiros, restaurar, e relançar em CDs.
Veja o breve documentário em homenagem a ele no programa institucional “Gente que Faz” do antigo Banco Bamerindus.
uando Leon Barg morreu aos 79 anos, no dia 18 de outubro de 2009,  a “Gazeta do Povo” publicou este texto:
A música entrou na vida de Leon quando era ainda muito pequeno. Quando ele tinha 3 meses, a família deixou o Rio e subiu em direção ao Recife. Foi na cidade que aprendeu a amar como sua, que Leon co­­meçou a gostar de música. As festas de carnaval, os grupos de frevos e as serestas faziam parte do seu dia a dia. Além dos discos de Francisco Alves, gravados em 78 rotações, que costumava ouvir frequentemente. Em 1952, aos 22 anos, resolveu montar um pequeno comércio de venda de colchões em Curitiba. Não durou muito tempo, e logo nascia a Casa Sartori, uma loja de instrumentos musicais localizada na Rua Barão do Rio Branco, que atualmente é administrada pelo filho.
Nunca foi interpréte, e nem sabia tocar nenhum instrumento musical, porém tinha prazer em ouvir e “sentir” a música. E de tanto ouvir, foi armazenando discos o que o fez ser considerado como um dos maiores colecionadores musicais do país. Suas caçadas por discos raros não eram incomuns. Nas inúmeras caminhadas que empreendeu pelo país, adquiriu não só discos, mas dezenas de amigos fiéis. Com receio de que raridades em vinil fossem perdidas, Leon resolveu montar a gravadora Revivendo, em 1987.
O trabalho de regravar músicas do passado foi assessorado pelas duas filhas Lilian e Laís que auxiliaram na pesquisa, recuperação e transposição de títulos da música popular brasileira para CD. Atualmente, são 120 mil títulos originais. Para o amigo Paulo, o jeito franzino de Leon não refletia o verdadeiro gigante que era. Perdeu a mulher, Eva, há poucos meses, e por amor dedicou o seu último disco gravado com canções judaicas. Estava no Rio, almoçando com amigos e conversando sobre música, quando foi pego de surpresa por um infarte fulminante. Deixa três filhos e seis netos.
Clique aqui para ver a loja virtual Revivendo criada por ele.

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